Homossexual processa patrão evangélico por tentar “convertê-lo”

Segundo o entendimento da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis (SC), é dano moral o patrão tentar fazer com que um empregado frequente cultos para deixar de ser gay. Um promotor de eventos ganhou R$ 25 mil após processar os ex-empregadores. Ele os acusa de tê-lo forçado a ir para a igreja visando ser “curado”.

O nome do empregado não foi divulgado. Ele trabalhou por dois anos numa empresa e alega que, depois de se afastar dos cultos, foi convocado para reuniões com os sócios e o pastor. O objetivo seria “tratar” da sua orientação sexual e conversar sobre seu retorno à igreja.

Na ação, o promotor de eventos alega que foi obrigado a ouvir sermões, sendo classificado de  “pessoa inconstante”, “sem caráter” e “ladrão”. Afirma que acabou sendo demitido e desalojado da casa que alugava, nas dependências da empresa.

Como a empresa não compareceu à audiência, foi condenada à revelia. O juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, entende que a companhia não expôs o funcionário a constrangimento quando condicionou seu emprego a frequência nos cultos.

“Trata-se de procedimento vexatório, que excede o limite de cobrança e gerenciamento, transformando-se em violação à intimidade e dignidade do empregado”, explicitou o magistrado na condenação.

Além do dinheiro, o juiz determinou que a empresa deve restituir ao funcionário os bens que reteve por ocasião da demissão. Somando o valor do mobiliário (cama, fogão, geladeira e sofá), o total é de R$ 9,3 mil.

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